Só Pra Incomodar* – (2)** Adaptações
* Os textos dessa coluna foram postados originalmente no portal Coolture News, site no qual sou co-fundador e ex-autor.
Hoje falarei das obras que foram das nossas estantes às telas de cinema! Mas calmem, calmem. Não vou ficar no clichê de falar que sempre o livro é melhor, e todo esse blá blá blá. Isso é senso-comum, não preciso reforçar, né?
Um debate que acho interessantíssimo sobre adaptações é: O que ir atrás primeiro. Do filme, ou do livro? Acho que cada lado tem seu ponto positivo, e explicarei por quê.
Ver primeiro o filme: A possibilidade de você gostar da história é mil vezes maior. Faça uma experiência: Assista o filme Eragon, sem nunca ter lido o livro. Vai achar ótimo, história interessante, e tudo mais. Agora leia o livro. Bom, né? Ok. Reveja o filme. Lixo (experiência própria). Por que isso? Muitas vezes pega-se a história do livro, e cria-se uma história baseada nisso, com o propósito de agradar o público em geral (o que é o que deve-se ser feito, óbvio). Porém, assim que gostam do filme, grande parte das pessoas vai atrás dos livros. E se depara com uma história por vezes muito diferente, percebendo todas as supostas falhas do filme. A tática de “esquecer” elementos da história obviamente não serve em filmes nos quais a grande maioria já leu os livros, como Harry Potter e Twilight.
Ler primeiro o livro: Se você quer gostar de ambos, comecem pelo filme. Que assim tu acha o filme bom, lê o livro e percebe que é bem melhor. Com o livro tu vai achar ele bom, e ter uma decepção na hora de ver o filme (na grande maioria das vezes)… Mas, eu, leitor assíduo, não me aguento: Sempre que possível leio o livro antes de ver o filme. Eu sei que isso vai me trazer decepções em relação ao filme, porém, como o livro é melhor, prefiro ler ele sem saber o final, o que acontece quando se vê o filme…
E acho que isso é o que deve ser colocado na balança: Gostar do filme e do livro, porém ler o livro sabendo o final; ou gostar MUITO do livro e ODIAR o filme.
Antes que venham comentar: Óbvio que existem excessões. Diversas. Mas alguns assuntos simplesmente não podem ser discutidos em apenas um post sem generalização. E acho que já tomei tempo demais de vocês! Até a próxima
** Texto postado em 12 de maio de 2011.









