O Guia do Mochileiro das Galáxias: E Tem Outra Coisa…

E finalmente chega o momento de resenhar o livro mais esperado do ano! Em parceria com a Editora Arqueiro, resenho hoje:

Desde 1991 os fãs do sensacional Guia do Mochileiro das Galáxias estão sem saber o que aconteceu com os adorados Arthur Dent, Ford Prefect, Trillian, e Zaphod. E com a morte de Douglas Adams, em 2001, todos pensavam que a trilogia de 4 livros (que, por mero acaso, são 5) não traria novas surpresas. Mas, pra variar, o Gerador de Improbabilidade Infinita foi ligado, e Eoin Colfer apareceu para nos trazer um livro cheio de nostalgia e diversão.

Pra quem não conhece o Guia do Mochileiro Das Galáxias, temos a resenha dos cinco primeiros livros neste post. Recebido com muito ceticismo pela crítica, o sexto livro acabou se mostrando uma enorme e grata surpresa. Bom, surpresa pra maioria, porque eu já esperava algo muito bom vindo de Eoin Colfer, o autor da genial série Artemis Fowl (na qual li apenas os três primeiros livros nos últimos dois ou três anos, mas já planejo comprar o resto).

Em “E Tem Outra Coisa…”, vemos que a vida está perfeita para Arthur Dent e Ford Prefect: Arthur vive em local paradisíaco, com a tão sonhada paz e tranquilidade, enquanto Ford vive em bares pelo mundo sem se preocupar com dinheiro. Está tudo tão bom… Mas, quando que a vida desses dois não envolve alienígenas malucos, destruição de mundos e intragáveis Vogons?

Como sempre, nada é o que parece, tudo o que é improvável acontece, e todo lugar que Arthur vive está fadado a ser destruído. Sempre.

Eoin Colfer tem sacadas geniais (que deixariam o próprio Adams empolgado), além de escrever tudo com o característico e sutil humor inglês. É difícil diferenciar a leitura do sexto para qualquer outro livro da série original. Um prato cheio pra todo fã.

E agora, aprendemos… Sempre que bater o medo de nunca mais vermos um novo livro do Guia do Mochileiro das Galáxias, NÃO ENTRE EM PÂNICO. Há sempre a enorme improbabilidade disso acontecer.

E Tem Outra Coisa… (And Another thing…)

Autor: Eoin Colfer

Ano: 2011

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 396

Nota (1-5): 5

Quer saber o que eu ando lendo, já li, e ainda lerei? Minha página no Skoob é ESSA.

Damon Hill – O Carro do Silvio Santos

Essa até você riu, então o Damon é desnecessário.

Damon Hill – Como ganhar a Champions League

Passo 1 – Contrate o Ibrahimovic.

Passo 2 – Venda o Ibrahimovic.

Não tenho certeza se o Damon Hill ou se tá segurando um peido.

Vi essa sacanagem com o sueco no 9gag.

Hello Cold World

Eu sei que esse deixou de ser um blog pessoal. Que o que eu posto aqui não é mais lido só por mim, ou por quem eu quero. Que muita gente acessa aqui sem eu ter que passar o link, que… enfim. Banalizei meu próprio blog. Então, postarei algo pessoal aqui, e entenderei se os acostumados aos vídeos, jogos, livros e afins pularem pro post de baixo.

Aos que ficaram, bem-vindos a uma parte restrita dos meus sentimentos.

Eu vou me mudar daqui a pouquíssimo tempo. O tempo tá passando rápido, como sempre acontece quando você tem medo que isso aconteça. E quando o medo tem tantas faces, então… Bah.

A decisão da mudança não foi tão fácil quanto faço parecer. Pra todo mundo eu falo que “estou voltando (pro Rio Grande do Sul) porque lá tem uma federal boa, porque é uma boa oportunidade, porque é lá que eu quero viver”. Sim, tudo isso é verdade. Mas aqui não é tão ruim. Escolher isso me tomou mais tempo do que aparento, e ainda tenho dúvidas. Tenho 17 anos, como não ter dúvidas?

Vou estar deixando pra trás não só amigos, não só a cidade que eu vivi por metade da minha vida. Também deixarei pra trás minha família. Meus pais, minha irmãzinha. Corro o risco de deixar pra trás até a minha namorada.

Mas e aí, eu sou louco, de encarar isso? Juro que essa dúvida passa pela minha cabeça toda vez que a encosto no travesseiro. Juro que a saudade já me aperta, mesmo estando a um cômodo de distância dos futuros ausentes.

Mas enfim, não estou aqui pra falar só de dúvidas. O tempo passa rápido, quando eu ver eu já sou um “adulto”. Não que eu já não tenha que tomar decisões de um. Não que eu queira, por sinal (maldito clichê de querer ser grande quando se é pequeno, e querer ser pequeno quando cresce).

Ouvir essa música me emocionou bastante, esses dias…

Well I’ve been afraid of changin’
Cause I’ve built my life around you
But time makes is bolder even children get older
I’m getting older too

I’m getting older too… Mas, bem. O jeito é agradecer por não ser um Goodbye Cruel World, e sim um Hello Cold World. Eu vou encarar o que tiver que encarar, vou agir do jeito que achar correto, e vou seguir meus sonhos. Depois, eu lido com as consequências. Desculpa aos que eu magooar no caminho. Mais do que me sentir mal pela saudade já sentida, me corta o coração fazer com que os que eu amo chorem de saudade de mim. Me desculpem. Cheguei na idade de ser levemente egoísta e correr atrás do meu futuro. Antes que ele me arraste e me leve pra onde eu não quero.