Putz, vai ser difícil fazer esse post. Sabe quando tu vê um filme que, além de entertenimento, é uma aula de vida?
Então. Garden State é muito mais que um romance, do que um drama, do que uma comédia. É tudo isso junto, tudo equilibrado e desequilibrado ao mesmo tempo, é completamente fucked up. É como a vida.
Eu fui atrás do filme por ter sido escrito, dirigido e estrelado pelo Zach Braff (protagonista de Scrubs, na qual sou FÃZAÇO), mais o bônus de ter sido estrelado também pela dispensa-apresentações Natalie Portman. A cereja do bolo foi ver, inesperadamente, um desconhecido na época e vencedor de Emmy hoje em dia: Jim Parsons!
Eu juro que não esperava TANTO do filme. Tanto que normalmente nem comento filmes por aqui, mas tive que vir correndo. O roteiro é muito bom, a fotografia também. O filme convence como romance, drama e comédia.
O enredo, basicamente: Andrew Largeman é um cara de 26 anos que, desde os 10, usa anti-depressivos por causa de um trauma ocorrido na infância (explicado ao longo do filme). Esses remédios fizeram com que Andrew passasse a vida toda dele alheio à tudo o que ocorria à sua volta: Não sentia medo, dor, felicidade… não vivia, apenas sobrevivia. Até que sua mãe falece, e Andrew tem que voltar à sua cidade natal que não via desde os 16 anos. Lá, reencontra amigos da época de escola, e forma uma nova amizade com Sam, uma guria louca, que vive intensamente e mente compulsivamente.
Claro que ter escrito fez Zach entrar no papel com tudo. Ele interpreta Andrew brilhantemente, desde os momentos “numb” até a descoberta de seus sentimentos. Além de ter ganho prêmios pela direção, o filme levou um Grammy por melhor trilha sonora. Trilha, esta, que é FORA DE SÉRIE. Repleta de músicas Indie, foram escolhidas pessoalmente por Zach, que disse que são músicas que ele ouvia na época em que escrevia o filme.
Não há muito mais o que dizer. Eu, que não sou fã de drama, me apaixonei. Muito bom.