Everybody loves you when you’re six foot in the ground.
Sim, o cara foi (e continua sendo, mesmo após a morte) um dos maiores gênios desse mundo. Não, isso não o torna perfeito.
É aquela velha história que o próprio John Lennon previu, com a frase “Everybody loves you when you’re six foot in the ground” (Todo mundo te ama quando você está à sete palmos do chão). Quero deixar claro que esse post é mais para elogiar o estilo do cara, do que para falar mal. Mas tem que ser deixado claro desde o começo: John Lennon não era exemplo para pessoal alguma. Esse post também não é sobre música. Para falar disso, tenho o grande amigo Nemo Nicholas.
Buenas, vamos ao que interessa agora. Lennon LifeStyle. Começando pelo começo; John Lennon não conseguia ter sucesso sem que houvesse parceria. Dependência, irmandade, whatever. Ele só trabalhava bem com alguém do lado. Seja Pete Shotton, seu melhor amigo no início da adolescência, seja Paul McCartney, no qual encontrou quase um irmão, ou Yoko Ono, a tão amada (por ele) e odiada (pelo resto do mundo) segunda esposa de John.
Essa pseudo-dependência, eu não apenas entendo como sofro dela também. Para alguns (inclua eu e John nesse alguns), o velho ditado que “se quer bem feito, faça você mesmo” não funciona. Se tu queres bem feito, procure a melhor maneira de fazê-lo. Seja sozinho, ou com 15 pessoas te ajudando.
Lennon sempre foi uma pessoa passional. Protetor quando se trata de namoradas, ja teve várias brigas ao encontrar alguém que insultava sua amada. Com limites, ser passional pode ser algo totalmente positivo na vida de todos. Quando se ama alguém, é preciso sabre proteger a pessoa. Só não pode superproteger, em qualquer circunstancia.
Bom, o que tudo isso significa, at all? Isso agrega valores; mas limites. Isso prova que quando uma pessoa morre, é amada para sempre. Até Darth Vader (!!) pediu perdão na beira da morte, e acabou sendo lembrado como alguém bom, que apenas tomou um mau caminho. Quem conhece a história de John Winston Lennon, sabe que ele não era nenhum santo. Brigão, extremamente sarcástico, mas um gênio. Uma pessoa que de falar tão bem, falava demais. Se passava, falava o que não devia. E algumas coisas não tem conserto…
Porque me perdoem, mas um “All you need is love” não conserta um “We’re more popular than Jesus now”. E nem precisa ser cristão para perceber a grande bobagem dita por ele. Eu, mesmo sendo agnóstico, acho que essa foi uma das maiores infelicidades da vida de John Lennon.

A moral disso tudo é simples: Tudo tem limite. Ninguém é perfeito.
Gênio ou não, deve-se sempre ter um objetivo de vida. John Lennon tinha um; Ser famoso, ser reconhecido por uma genialidade que ele próprio ja admitia desde adolescente. E ele chegou aonde chegou… Nos ouvidos de todo o mundo. E é agora que a parte dos limites e a parte de ninguém ser perfeito se juntam. Por ser tão inteligente, mas tão descuidado, acabou morto. Na porta da frente de sua casa.
Bom, acabei escrevendo muito, mas espero que tenham compreendido o texto. A bagaça é ter fé em Deus e pé na tábua. Ou pé em Deus e fé na tábua; como preferir fikdik.
Fiquem agora com a melhor parte de John Lennon; Sua genialidade e seu talento.






Pedro Crespo
22 jun, 2009
Ótmo post Rodrigo !
Sou muito fã dele não, mas a história é ótima
Felipe Gomes
22 jun, 2009
Muito bacana, Rodrigo. Interessante vc levantar esses dados sobre o Lennon, comentar justamente isso sobre ser amado após a morte… Van Gogh é outro grande exemplo. Só foi ser reconhecido depois de morto. Bem bacana mesmo!
alison
23 jun, 2009
po massa isso Rodrigo
:]
Branwen
23 jun, 2009
Olha, te admiro, Ro… juntar Darth Vader e John Lennon num mesmo post não é pra qq um…hahaha