Down in a Hole – Parte 2
2. Descobertas e A música

…Suas mãos se aproximaram do puxador. Um leve movimento para puxá-lo quase ocorreu, mas um dos homens notou a identidade de Muñoz no balcão e o homem que quase descobriu Jake, não abriu o armário.
- Ei, Joaquin, larga mão deste armário. Nosotros temos la carteira de Muñoz. Vamos para a toca!
Jake não tinha ouvido falar tanto dessa toca e percebeu que isso seria um ponto chave na investigação. Ele então resolveu que devia falar com outro amigo que morava nas redondezas a respeito desse lugar. O escolhido era Randy, um não-viciado que sabia mais coisas até que um que usasse as várias drogas disponíveis na região. Seu prédio era a umas 4 quadras dali. Jake ligou e avisou que iria passar na casa dele. 23 minutos depois, debaixo de uma garoa, Jake chegou ao prédio. Uma fachada bem deteriorada e várias pichações do lado. Uma delas chamou sua atenção. NOITES INTENSAS NA TOCA. NÃO SAIRÁS DO BURACO. VOCÊ ESTÁ DENTRO DO BURACO. PARA SEMPRE. Toca? Buraco? O negócio estava fazendo sentido… Haviam dezenas de galerias e vários buracos dentro delas, todas perto do Bronx, onde ele poderia investigar. O problema é que aquilo parecia mais um labirinto e eram milhares de possibilidades. Ele tinha que ser específico. Randy então o recebeu no elevador e se cumprimentaram com um abraço. O café da tarde estava pronto e Jake, como de costume, não recusou. Falaram sobre várias coisas, por volta de umas 2 horas, até que Jake tocou no assunto da Toca, das pichações e de Mack. Ao fundo, um carro passou com o som no máximo e ele podia escutar os versos de Down in a Hole de Alice in Chains… Down in a hole, feeling so small. Down in a hole, losing my soul. I’d like to fly, but my wings have been so denied. Era muito curioso tudo isso intercalado. A pichação falando disso, a música tocando ao fundo… Randy deu um tapa na cara de Jake.
- Jake? Tá ai? Precisei dar um tapa pra tirar você dessa espécie de transe… Sei lá, cara!
- Porra, não precisava ter batido forte. Eu não tava em transe, tava pensando em algumas coisas…
- Sobre o Mack?
- É. Eu estou muito preocupado, cara. Essa sumida de repente dele me assustou. A gente precisa descobrir o que aconteceu… Onde fica essa Toca? O que é isso?
- Bom, a Toca é um lugar onde a gangue do Marcos Muñoz fica. Eles costumam se esconder por lá e pouca gente sabe o lugar exato onde fica. Só sei que você teria que pegar a galeria 37 e se virar. A entrada é através dessa galeria, certeza. Acontece que… Bom, cara, você teria que ser muito foda pra conseguir achar a Toca e mesmo que achasse, eles tem vigias enormes e preparados lá. Devem ser uns 20 só pra vigiar a entrada… Imagina então o resto.
- Eu dou um jeito. Você vem comigo?
- Er… não sei. É muito arriscado.
- Não precisa ir se não quiser…
- Eu te aviso amanhã, tudo bem? Precisaria de hoje pra pensar e se for, arrumar umas coisas necessárias para essa “jornada”.
- Tá ok, cara. Abraços.
Jake então voltou para casa, agora numa chuva bem mais forte. O frio da noite chegava e ele estava determinado em no máximo 1 semana já estar atrás do amigo pelas galerias do Bronx. Seria muito difícil, mas ele estava disposto a correr o risco. Então ele se lembrou que tinha combinado de sair com Alice às 18 horas e já eram 20:30. Ele ligou para ela, que não atendeu a ligação. Tentou mais 5 vezes e nada. Ela devia estar puta com ele. Mas que se foda – ele pensou – Ela devia saber que eu to bem ocupado tentando resolver essa história do Mack, mas que merda.
Ele então chegou em casa e havia um pacote na entrada do apartamento. Ele o levou para dentro e o abriu. Havia uma parte de Down in a Hole escrita em um papel e a letra era parecida com a de Alice. Down in a hole and I don’t know if I can be saved. See my heart I decorate it like a grave. No fundo, uma foto de Alice tirada nesse mesmo dia, as 14:30. Ela estava com uma mordaça e um latino do lado. Havia um recado na parte de trás da foto:

Hola, cabrón. Estamos com tua guapa. Sabemos que usted quer nos encontrar, mas duvidamos mucho da sua capacidade. Tente se quiser, mas provavelmente assinará o atestado de morte de tua mujer. Então, não se aventure vindo até nossa Toca. Ela é nossa e depois que cuidarmos daquele teu amiguito de merda, podemos liberá-la. Não faça nada até lá, hombre. Hasta la vista.
Jake então sabia que devia fazer algo, mesmo tendo recebido essa ameaça. Ele iria amanhã para a Toca. Ligou para Randy, que sabendo da situação, disse que ajudaria. Aliás, havia outra forma de entrar na Toca, mas isso Randy só contaria a Jake no dia seguinte.





Rodrigo Moncks
2 set, 2010
Tás indo bem, cara… com umas aulinhas de espanhol fica show de bola
Felipe Gomes
2 set, 2010
Eles falam misturado :p
Pedro O.
14 dez, 2010
Opa, dei uma olhada nos teus textos e gostei muito, você escreve bem!
Continua assim!
[]‘s