Down in a Hole – Parte 1
Opa, galera. Vou postar um conto que estou criando aqui no blog. Durante 3 semanas postarei 5 partes dessa história. Uma nessa e 2 partes por semana nas próximas 2 semanas. Espero que curtam…
1. Noites Intensas
Não era a primeira vez que passava das 03 da manhã acordado, na sacada do apartamento. Era uma época fria, não era recomendável ficar exposto assim ao frio… Em Manhattan, a neve caia sem parar e as noites pareciam ser eternas. Era uma quarta-feira, não devia estar assim. Ele tinha que trabalhar. Trabalhar não. Procurar emprego, já que fora demitido na segunda, uma vez que dormia no trabalho de tão cansado que estava. O jornal era um lugar bacana, tinha amigos lá e até uma garota. Alice era o nome da ruiva que o encantara. Aliás, ele foi atrás e conseguiu marcar um encontro no cinema. Apesar de várias bobagens ditas, saiu de lá com uma namorada. E o telefone começou a tocar na sala. Apesar de enrolar, Jake atendeu. Alice estava preocupada com ele, já que havia umas 5 vezes e ele não tinha atendido. Ele respondeu que estava ocupado na sacada, observando a cidade e pensando na vida. Na vida… Haha… Meros problemas que cercavam Jake. Meros? O amigo de infância que mais gostava, considerava-o seu melhor amigo, tinha caído no mundo das drogas. Do Queens até o Bronx, Mack havia se perdido e não conseguia sair da lama. Heroína, álcool, cocaína… Só alguns exemplos. As dívidas então… Só aumentavam e com isso ele era procurado. Não pela polícia, mas pelos chefões das drogas. Um dia foi raptado e ligou para o amigo que mais o conhecia. Era, obviamente, Jake, que sabia que devia fazer algo. E assim surge a explicação de 3 noites seguidas sem dormir quase nada. Onde está Mack? Como achá-lo? Como salvá-lo? Jake não sabia, mas queria achar respostas para essas perguntas… E logo.
Jake dissera a Alice para não se preocupar e ela então se despediu. Ele deitou e tentou pensar em mais algo, mas só conseguiu é pegar no sono. Acordou às 10 da manhã e fez o tradicional café: ovos com bacon. Não abria mão disso, assim como o seu amigo agora raptado. Ele decidiu que iria até o apartamento de Mack, no Bronx, e iria procurar vestígios que o levassem a descobrir quem o seqüestrou e onde ele estaria. Mack apenas disse que precisava de ajuda e que estava em Nova York, mas ao escutar o guarda chegando, ele teve que largar o telefone que encontrara ali perto. Então foi até a garagem e ligou seu Landau, que comprara no ano passado. Era modelo 96, mas como estavam em 98, 2 anos não fariam diferença enorme. O trajeto era longo, durava uma 1 hora com o trânsito que ele pegava. Almoçaria por lá mesmo, num restaurante que conheceu em uma das várias visitas ao amigo. Era o Josh’s, uma lanchonete com vários tipos de sanduíches e preços baixos. Tranqüilo para fazer aquele rango do meio-dia.
Apartamento 502, edifício Burnmoug. Endereço já gravado na memória de Jake. Ele tinha uma chave que Mack o entregara há muito tempo. Ao entrar no apartamento, uma zona estava instaurada. Parecia que um tornado havia passado ali dentro, mas eram vestígios de um rapto… Vestígios de uma aterrorizante situação para seu amigo. Jake deu uma olhada rápida pelo local, antes de começar a procurar mais fundo. Um papel chamou sua atenção no balcão da cozinha. Era uma carteira de identidade… Marcos Muñoz. Ele conhecia esse cara. Estudou junto com ele na Fold Bridge High School e agora ele era um líder do tráfico de heroína. Jake então ouvira um barulho e com um papel e uma caneta jogados no chão, anotou os dados da carteira e se escondeu num armário. Porta arrombada. Eram 3 homens, com cara de serem mexicanos ou pelo menos descendentes. Eles vasculharam tudo, menos o armário. Um deles falou que faltava abrir aquele guarda-roupa. Jake sentia que tudo podia estar perdido. O homem se aproximou e…
Continua na quinta-feira que vem. Até mais, abraços.





Rodrigo Moncks
27 ago, 2010
Começou bem, amigo. O difícil mesmo é terminar bem uma história… Veremos como será
Good luck Chuck!