Review: The Black Keys – El Camino
Originalmente o post saiu dia 02/01, mas ocorreu um problema e ele sumiu do blog. Depois de um tempinho, agora refeito, aqui está:
O ano de 2010 foi marcante para The Black Keys. O duo de Akron, Ohio deslanchou com o álbum Brothers, aclamado pela crítica e bem divulgado. Você deve ter visto algumas das músicas deste cd mesmo que não se lembre. Em dezembro de 2011 saiu El Camino, o novo álbum da banda. Um álbum com mais influências do rock antigo do que os anteriores, mostrando influências de bandas como The Clash e Beatles. Assim como no single Tighten Up de Brothers e no álbum Attack & Release (2008), Danger Mouse participou da produção deste álbum e é notória a influência na mixagem das músicas. Danger Mouse, para que não conhece, faz parte do Gnarls Barkley e também foi muito aclamado quando criou o Grey Album (um mashup entre o White Album dos Beatles e o Black Album do Jay-Z).
Como curiosidade, o nome do álbum foi escolhido depois da dupla ver um Chevrolet El Camino durante sua turnê e achar o nome interessante para um álbum. Após procurarem o significado da palavra, perceberam que o título acabava até tendo significados mais profundos e então o mantiveram. O carro da capa é um Chrysler Town & Country, uma van que utilizavam durante suas turnês há alguns anos.
Os grandes destaques do álbum vão para Lonely Boy e Little Black Submarines, que são 2 das melhores músicas de 2011. Lonely Boy possui um clipe épico. Simples, mas bem bacana. Quantoa música, os riffs de inicio são bem bacanas e a levada dançante segue em toda música. O Refrão mesclado com a voz de Dan Auerbach e os backing vocals mostra uma harmonia bem interessante e a música segue nesse ritmo rápido e dançante até o final. Ela é uma música relativamente curta, uma tendência deste álbum. O tempo total de áudio é de aproximadamente 38 minutos, todos divididos em 11 músicas. Little Black Submarines é a única que ultrapassa a marca de 4 minutos e essa mostra um estilo que lembra muito Led Zeppelin. A letra dela é bem bacana e o ritmo calmo da música que no meio se torna bem acelerado vai fazer você achar que a melodia foi feita por Page, Jones, Plant e Bonham. Uma bela obra musical.
O restante do álbum segue a tendência que foi dita, com um ritmo dançante e inspirado no rock antigo. O blues ainda tem seu lugar no álbum, mas não com tanta expressão como em álbuns antigos. Recomendo também escutarem Money Maker, Gold on the Ceiling, Run Right Back e Dead and Gone pelo menos. O álbum foi um dos melhores lançados no ano passado e digno de ser admirado. Como um grande fã de Black Keys deixo essa dica e para quem não conhece, também fica a dica de escutar os trabalhos passados, pois você não vai se cansar de tantos riffs bons e um rock de ótima qualidade.
Nota: 4,5/5









